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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Querubim e Estado de poesiar


                                           QUERUBIM*                                                                               

                          Rosemary Amabile 



  De um querubim saudoso
  e sensível!!!!!!!!!!!!!!!!
  Me vi descrita.
  E escrevendo...

  Querubim a olear as penas.
  Tem pena!
  Querubim te aquieta!
  Trôpega e claudicante
  aonde vais?

  Querubim?
  Sonhos não fazem asas!
  Perdeste o par
  no transmigrar dos mundos.

  Tua asa solitária
  não te fará anjo!
  Tua lágrima que brota,
  não chega ao cerne
  da semente da iluminação!

  Em paragens longínquas
  onde o teu olhar se perde
  saudade, dor indecifrável.
  Dorme agora!
  Em anestesiada agonia
  dorme e sonha
  com o inalcançável.

  Espera sonho! Já é tarde?
  Ouço suave o canto do teu coração.
  Estás ainda aqui? Me ouves?
  Percebo agora não és anjo,
  és ave!
  Teu trinado me abranda,
  teu gorjeio faz feliz meu coração.



 * Querubim, classe de anjos.





ESTADO  DE  POESIAR                             

Rosemary Amabile

  
  
  Poesia! Ah poesia!
  Não tem data
  Não tem para quem.
  Não tem de quem.
  Poesias são sentimentos
  do passado, do presente,
  do futuro!
  Sentimentos de outro alguém!

  Poesia contagia,
  você “pega” de alguém.
  Epidemia, pandemia!
  Tem cura? Cura tem!

  O remédio é escrever!
  Métrica e rima, com ou sem!
  Quem inspirou, já expirou?
  Ou foi só fantasia.
  Alucinação ou obsessão,
  Do poeta “atuado”, pobre coitado!”

  Tem cura? Cura tem!
  Não no “passe”, ou na “mesa”.
  O remédio é outra musa.
  Outra pena, outro penar.
  O remédio ou doença,
  É sempre o estado de amar...