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domingo, 18 de outubro de 2009

Quase...



QUASE...  

  Rosemary Amabile

 









  


  Me agradei de ti, da tua expressão.
  Quis te possuir, desejei
  e busquei, malfadada empreita,
  Seduzir-te, enredar-te em meu destino.

  E te vi impassível e frio,
  surdo aos meus explícitos apelos.
  E já desguarnecida para mais luta
  alijei o que de ti se entranhava 
  em minhas fibras.
  
  E fiquei assim também, como tu, 
  protegida e  protetora,
  na simpática e glacial 
  atenção às tuas síndromes.
  Vejo-te claro agora, assim como tu és.

  Ah! paixão de quase nada,
  que “quase” começou a me cegar.
  Narcótico da mesmice, a paixão,
  doce alucinação.

  Ficas-te sem trono no reino de mim mesma,
  nas plagas amplas 
  em que minh’alma cavalga,
  onde a vontade, qual corcel indômito,
  lança o olhar ao longe no horizonte,
  do infinito de minha mente.

  Essa vontade cria...
  imagens, músicas, estórias.
  Cria palavras...
  Cria felicidade, cria ilusão.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Saudade

SAUDADE 

         Rosemary Amabile




  



  De vez em quando a saudade aperta muito.
  Dói, me vingo e a aperto também.
  Ficamos enlaçadas chorando juntas.

  De outras vezes ela vem 
  e eu parei no caminho.
  Destas, dou passos contrários ao caminho dela
  para nem com os olhos não me alcançar
  E ela chora sozinha...

  Assim hoje, peguei como agora 
  suas tímidas mãos.
  E juro, foi ela quem escreveu aqui, agora
  com suas mãos feridas
  mas um sorriso na cara!

  Se saudade fizesse bem
  Vendiam-na em farmácias ou docerias
  Haveria perfume com aroma de saudade

  Quem a quer?
  Claro que eu!!!
  Saudade é a alegria faltando agora
  De uma alegria que se viveu.